uH!

DO BLOG

Tequila com morango é algo mais que um blog. É um apanhado de idéias soltas que não me levam a lugar nenhum, mas que não me deixam ficar parada. Entre tantas outras, é uma terapia e, como tal, deve ser levado a sério. Mas nem tanto.

DA (IR)RESPONSÁVEL:

ruiva, pequena e irônica. quase chef de cozinha, publicitária e crítica de cinema. ácida, inconstante, por vezes, redundante. nerd - com orgulho. uma bola de amor roxa e verde que mais parece o coringa, mesmo gostando do batman.

orgástica :)


primeiro teaser, êêê!


sobre o ano-novo, um novo ano e afins.

Então faz tempo que eu escrevi aqui. Muito tempo, by the way. Mas não importa porque, pelo visto, ninguém lê mesmo. Mas não importa porque eu, bom, tenho bem mais a fazer.

Tanto que eu tô aqui escrevendo agora só porque tô esperando a minha vez de usar o scanner no meio da aula e enquanto meu Farmville não carrega, porque aparentemente minha nova forma de catarse são os joguinhos do Facebook e eu me apoio bem muito neles pra não surtar nos meus 56 créditos absurdos sendo cursados.

Daí tem gente que diz "ai, você é louca de fazer tantos créditos" e eu só sorrio porque, no fundo, eu sei que agora é que eu tô normal e eu precisava de um choque de realidade desses pra acordar.

No fundo, eu precisava de 56 créditos. A verdade é essa.

E sim, eu tô assumindo isso aqui porque, bom, porque eu tenho bolas pra isso. Agora eu tenho.

E também porque eu sei que ninguém lê, então é mais seguro que, sei lá, meu twitter.

... é a mãe!

Se tem alguém que eu curto muito é a minha mãe. A gente briga e toda aquela chatice de praxe entre familiares mas é basicamente pra cumprir o protocolo, porque olha, se tem alguém compreensiva no mundo com quase tudo mesmo, é a minha mãe.

E nós conversamos tantas coisas bizarras que se eu fosse fazer um post por conversa what-the-fuck com minha mãe, eu precisaria de um blog intitulado comodiriadonamamae ou algo do tipo. O que, na verdade, é uma coisa a se pensar agora que eu tive a ideia. Mas quem conhece nós duas sabe que não é uma relação muito normal, embora deliciosamente saudável. E benéfica.

E antes que eu pareça muito Baby Spice com discurso de minha-mãe-é-minha-melhor-amiga e afins - embora isso não seja muito distante da realidade -, tem uma coisa que sempre é motivo de longas conversas que não levam a lugar nenhum: religião.

Calma, ela não é nenhuma fanática religiosa que quer me converter à força. Até porque, se fosse, não seria tão bacana assim. É que uma das poucas coisas que ela não entende é como eu vejo Deus de uma forma total e completamente diferente da que ela vê - a forma católica/espírita na qual ela e eu fomos criadas.

Acontece que a adolescência é uma fase... Peculiar, pra não dizer ridícula, da vida da gente, onde a gente sempre questiona tudo - sem ter razão ou argumento aparentes pra isso. Foi numa dessas que eu virei Wicca.

Nada contra quem é Wicca, mesmo. Eu acho que no fundo ainda sou um pouco, apesar de nunca ter celebrado muita coisa, feito parte de covens ou ficado nua num círculo de sal ou sei lá o que fazem agora. O fato é que ver Deus - ou Deusa - de uma forma mais... Participante da natureza me fez ver que Deus não é aquele senhor de barbas brancas que tem São Pedro de porteiro. É bem mais. Se existir mesmo.

Aí é que ela invoca comigo, porque se Deus tá em todas as coisas, aquela banana ali tá me julgando por ter bebido demais e, oi?, sério que aquela sandália medonha da loja do centro tem um dedinho de criação divina? Lógico, ela ri dos meus exemplos, mas se ele tá em todas, eu já dei mosh em cima dele em show de rock. E conheço alguém que pegou ele em micareta.

Partindo desse princípio, propus à dona mamãe uma espécie de desafio: o de encontrar as pequenas coisas onde possivelmente uma força superior atuou porque só assim pra explicar, como o sushi da padaria do lado da minha casa. Porque olha, se Deus tá em algum lugar, tá naquele sushi também.

O sushi da padaria do lado de casa é Deus em forma de sushi.

Pegaram a idéia geral?

E essa é uma expressão que eu uso pra pouquíssimas coisas, porque tem que realmente merecer o título. Aliás, se tem alguma coisa que merece esse título é o pudim de leite da mãe.

O pudim de leite da minha mãe é Deus em forma de pudim.

e mais:

Milkshake de banana caramelada do Bob's é Deus em forma de milkshake.
Club Social Cebola e Salsa é Deus em forma de mini-porções de crackers.

Daí alguém pode tá se perguntando pra que CACETES eu tô escrevendo tudo isso... Também não sei. Mas além de querer falar da dona minha mãe, eu queria registrar os pequenos oásis divinos que eu encontro traços da mão de Deus - sem ser no gol do Maradona. Embora minha mãe morra de rir e ache que sou meio louca. Que nem ela.
 

Pictures of Rainbows